• Sábado, 01 de Agosto de 2026

JULHO FECHA COM SANGUE E MATO GROSSO DO SUL VIVE O 2º MÊS MAIS FATAL PARA MULHERES EM DEZ ANOS

Já são 18 vidas interrompidas pelo machismo em 2026. Apenas neste mês, cinco mulheres foram brutalmente assassinadas no Estado — a maioria por homens que juravam amá-las e que não aceitaram o fim

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: GERSON OLIVEIRA


Até quando a violência contra a mulher será tratada como estatística em Mato Grosso do Sul? O mês de julho de 2026 fecha as portas com uma marca vergonhosa e dolorosa: cinco mulheres assassinadas em apenas 20 dias. É o julho mais sangrento do Estado desde 2023.

 

Com a morte da jovem Adrielle Rodrigues, de apenas 26 anos, ocorrida neste último dia 31, o ano de 2026 contabiliza estarrecedores 18 feminicídios. Uma escalada de crueldade que expõe a fragilidade das políticas de proteção e o rastro de dor deixado nas famílias sul-mato-grossenses.

 

Das cinco vítimas de julho — entre elas Paula, Rosenilda, Terezinha, Ana Carolina e Adrielle —, a maioria foi morta a facadas. O perfil dos assassinos se repete em uma rotina doentia: companheiros ou ex-companheiros movidos por ciúmes, sentimento de posse e a incapacidade covarde de aceitar o término do relacionamento.

 

O cenário do Estado é alarmante: Mato Grosso do Sul ostenta índices de violência doméstica e lesão corporal muito acima da média nacional. Em 2025, os casos de agressão dispararam quase 20%, consolidando o Estado no topo dos rankings de violência no país.

 

A tragédia de 2026 não começou em julho. A lista de vidas ceifadas revela a brutalidade cotidiana enfrentada pelas mulheres no Estado:

- JANEIRO: Josefa (44) morta a tiros na aldeia Damakue; Rosana (62) morta a pauladas pelo marido.
- FEVEREIRO: Nilza (50) esfaqueada; Beatriz (18) morta pelo namorado.
- MARÇO: Liliane (52) morta a marretadas; Leise (40) encontrada morta em casa; Ereni (44) queimada viva; Fátima (58) brutalmente assassinada.
- ABRIL: Marlene (59), subtenente da PM, morta fardada; Vera Lúcia (41) vítima de homicídio e profanação; Zelita (48) morta na zona rural.
- MAIO E JUNHO: A fisioterapeuta Fabíola e a idosa Maria do Carmo (66) entram para a lista.
- JULHO: A explosão de 5 mortes em um único mês.

 

A sociedade não pode continuar normalizando esse massacre diário. O machismo mata, destrói famílias e deixa crianças órfãs.

 

⚠️ SINAL DE ALERTA: Se você vir uma mulher com um "X" vermelho desenhado na palma da mão, entenda o recado: é um pedido desespero por socorro. Não seja omisso. Acolha a vítima e ligue imediatamente para a polícia. Denuncie!



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