MORRE NA PRISÃO EM DOURADOS, DETETIVE QUE MANDOU MATAR A ESPOSA POR HERANÇA DE R$ 2 MILHÕES

Condenado a 24 anos pelo assassinato de Zuleide Teles, Givaldo Ferreira Santos sofreu um infarto fulminante na Penitenciária de Dourados

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: REPRODUçãO FACEBOOK


O homem que orquestrou uma das tramas criminosas mais chocantes da história recente de Mato Grosso do Sul não subirá mais ao banco dos réus, tampouco pagará o restante de sua pena atrás das grades. O detetive particular Givaldo Ferreira Santos, de 67 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (23), vítima de um infarto agudo do miocárdio, dentro da Penitenciária Estadual de Dourados (PED).


Givaldo cumpria uma pena de 24 anos de reclusão por ser o mandante da execução de sua própria esposa, a também detetive e empresária Zuleide Lourdes Teles da Rocha, crime ocorrido há exatamente cinco anos.


Por volta das 2 horas da manhã, policiais penais que realizavam a contagem e fiscalização dos custodiados encontraram Givaldo desacordado em sua cela. Diante da gravidade da situação, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada às pressas. O detento foi transladado para o Hospital da Vida, mas a equipe médica apenas pôde constatar o óbito.


O assassinato de Zuleide, em junho de 2021, revelou as vísceras de um plano macabro motivado por dinheiro e poder. Após 14 anos de união, o casamento dos detetives estava em ruínas. Temendo ser abandonado pela esposa — que detinha a posse legítima dos bens do casal, avaliados em R$ 2 milhões —, Givaldo decidiu eliminá-la para herdar o patrimônio e posar como viúvo e vítima.


Para executar o plano, o detetive montou uma rede de comparsas que misturou misticismo, traição familiar e sangue frio:
A "Guia Espiritual" Sueli da Silva (condenada a 20 anos) usou da fé e da influência sobre o casal para atrair Zuleide até uma emboscada no bairro Vival dos Ipês, sob o pretexto de uma suposta contratação de serviços de investigação.


No local do crime, José Olímpio de Melo Júnior (condenado a 19 anos e 3 meses) ficou encarregado de conter uma criança de apenas sete anos — sobrinha-neta de Givaldo —, que havia sido levada junto para não levantar suspeitas da vítima.


O desfecho mais cruel ficou a cargo de Wilian Ferreira dos Santos, filho de Givaldo. Ele foi o responsável por puxar o gatilho e disparar o tiro fatal na cabeça da empresária. Wilian fugiu logo após o crime, mas foi capturado pela polícia em Jaciara (MT).


À época, as investigações lideradas pelo delegado Erasmo Cubas, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil, desvendaram o que parecia um "crime perfeito" em tempo recorde. A tentativa de fuga de Sueli para Campo Grande e a confissão de José Olímpio foram os fios que desmancharam o plano do detetive.


Com a morte de Givaldo, encerra-se de forma abrupta o ciclo do mentor intelectual de uma tragédia familiar motivada pela ambição. Os demais envolvidos seguem cumprindo suas respectivas penas em regime fechado.

 



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