• Quinta, 24 de Setembro de 2026

MPMS ARQUIVA DENÚNCIA CONTRA VEREADORA ANA PAULA BENITEZ POR SUPOSTO ACÚMULO DE CARGOS EM DOURADOS

Decisão do Ministério Público aponta ausência de elementos mínimos para abertura de inquérito civil; parlamentar era investigada por jornada que somaria 84 horas semanais

POR: REDAçãO PRONTO FALEI CREDITO: ARQUIVO


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) decidiu pelo arquivamento da Notícia de Fato que investigava a vereadora Ana Paula Benitez Fernandes (Republicanos). A parlamentar era alvo de uma denúncia por possível acúmulo irregular de cargos públicos e enriquecimento ilícito no município de Dourados.

A decisão, assinada no dia 10 de março de 2026 pelo promotor Luiz Eduardo de Souza Sant’Anna Pinheiro, extingue a possibilidade imediata de uma investigação mais profunda. Segundo o despacho, não foram encontrados “elementos mínimos” que justificassem a conversão do procedimento em um inquérito civil.

ENTENDA O CASO
A DENÚNCIA, APRESENTADA POR LEONARDO PESCINELLI MARTINS, SUSTENTAVA QUE ANA PAULA ESTARIA EXERCENDO SIMULTANEAMENTE:

- Dois cargos efetivos de professora (20 horas semanais cada);

- Função gratificada de diretora escolar;

- Mandato de vereadora na Câmara Municipal de Dourados.

De acordo com os cálculos apresentados na peça acusatória, a soma das atividades poderia atingir uma carga horária de 84 horas semanais. O denunciante alegava violação ao Artigo 37 da Constituição Federal e à Lei Complementar Municipal nº 118/2007, que regem a acumulação de cargos públicos e a compatibilidade de horários.

O CONFLITO DE HORÁRIOS
Eleita em 2024 com 1.397 votos, Ana Paula atua no Legislativo douradense, que prevê uma dedicação de até 44 horas semanais. Embora a legislação brasileira permita que professores exerçam mandatos de vereador, a regra é clara: deve haver compatibilidade de horários.

O regimento interno da Câmara de Dourados reforça que, caso haja coincidência parcial de jornadas, o agente público é obrigado a se afastar de uma das funções, tendo o direito de optar pela remuneração que considerar mais vantajosa.

CONCLUSÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Apesar da complexidade da jornada apontada, o promotor entendeu que as provas apresentadas não foram suficientes para sustentar a continuidade da apuração. Com o arquivamento, o caso é encerrado na esfera do Ministério Público, a menos que surjam novos fatos ou evidências substanciais.

 



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